domingo, 10 de junho de 2012

Uma noite... fria.

Experiências de quase morte. Curioso como superestimam sua concreticidade. Talvez, penso eu, mais importante que de fato quase morrer em carne, seja quase morrer em mente, sentir medo, perceber de fato quão frágil é a vida.

Não vejo valor em quase morrer por fora e não renascer por dentro.

Foi lá, tremendo, que percebi o que ainda não havia morrido em mim. Me esquentou o suficiente para não desistir de ficar acordado. Precisava não dormir, virar a noite para tomar aquele café da manhã.

Não tomei.

Para minha felicidade, porém, ainda sou o homem mais sortudo do mundo (segundo fontes que muito estimo), troquei o café pelo cafuné. Num abraço pude contar o quão vivo estava... tudo aquilo.

No olhar um tanto desconfortável, a certeza de que não me importa, de fato. Nada disso muda o fato de que está... digo, que estou vivo.

Não teme dizer aquilo que já sei... ou desvia o olhar pra não sentir o calor do meu. Não nutre o hábito de não me tocar pelo que se pode nascer em mim, pois o que se fez vivo em nós descansa agora, e é preciso mais que isso pra mutar agradável calor em febre.

Vive o que se faz presente, sem medo do futuro, sem matar o passado. Vive o que se fez, pesado, recebe o que te dou, em frente.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Pois quando aceitei me juntar a essa mentira... foi por acreditar que talvez ela pudesse se tornar verdade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Boa Noite.

É, talvez eu sinta tua falta, todo dia, antes de dormir.

E sim, talvez eu fique procrastinando o sono indefinidamente, para que o "antes de dormir" dure mais e mais e eu possa te reviver aqui, comigo, até meu corpo não aguentar mais, como já não mais aguenta.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

(011)

Porque eu te amei tanto antes mesmo de saber se podia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sorri pra mim!

"E se passo horas sem dormir, é porque me falta teu corpo para abraçar, como um ursinho que acalenta, que me faz sentir aquela falsa segurança, que nesse jogo de crer, se torna verdade então, se é que não tenha sido nesse tempo todo veracidade.

Talvez seja inerente a meu ser acreditar que tudo aquilo que me é verdadeiro não esteja escrito em teus lábios como dos meus escorrem, amante calejado.

Talvez me tenha sido a vida cruel em seus jogos de ilusão e ensinado-me a refletir aquilo que me fosse entregue para não ser atravessado. Aprendi na marra a não ser vidro, e sim espelho.

Quando, porém, sinto-te em meus braços, viro novamente aquele pequeno eu não escaldado, abraçado no ursinho, não mais espelho temeroso, mas vidro, ou melhor... cristal, que se ouve, em ressonância, brilhante, quando encosta em ti."

Ta me ouvindo?

É natal. O fim do ano vem vindo.
De presente, distância.

No presente, distância.
Na distância, presente.

Na presença, distância.

Na distância, pressinto.
E, presumo, não minto.







quarta-feira, 10 de agosto de 2011

2:40am

Cala-te. Não consigo esboçar tua beleza enquanto pronuncias o verbo de teu "nosso amor".

É o lápis que encosta, para e recua. A folha provocada por tão sutil e fugaz parceiro. Companheiros tão confusos quanto eu em meu jogo de amar-te "no retrato", tal qual Pessoa.

Para o carvão em mãos, pois a ausência de tua ausência destrói o encanto da tua imagem, cuja gênese ao papel agora se priva.

Pisco,
e te perco por um segundo.
E me perdes para sempre.
E te perdes por um segundo.
E me perco para sempre.

Rascunho detalhado, presença que se faz ausente.
Amor não concretizado, aurora que se faz poente.