quarta-feira, 6 de outubro de 2010

étumus.

Mais uma noite passa, e eu junto a ela. Meu rosto pede descanso, os traços se confundem aos trapos. É preciso cessar esta sessão.

Fosse, ainda, por desejo de sucesso, mas não. É o medo, medo de desapontar alguém, novamente, que me move nessa sequência insana e cansativa, improdutiva.

Medo de novamente ser forçado a negar minhas inegáveis qualidades, de novamente me defrontar com meu maior defeito.

E minha saúde se esvai a taxas crescentes. Minha vontade se foi há tempos, mas quem precisa desta, ainda, afinal?

Morri sentado, velem-me de olhos abertos, que ainda faltam algumas páginas, aqui. Boa noite.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cada segundo. Cada segunda.

Passa página. E ainda que as páginas virtuais não o demandem, lambe o dedo. Revive a mania.
Lambe o dedo. E sente o gosto doce, café com muito açúcar. Percebe o costume.
Muito açúcar. Mexe a colher depressa, solubiliza a dor. Nota a repercussão.
A dor.
dor.
or.
r.
.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um ser humano se engana muitas vezes... sem ser humano se engana muito muito muito mais...

As palavras cruzadas, incompletas, descansam ao lado da xícara de café, vazia.
A lapiseira que seguro parece envolvida por algum tipo de óleo que me agonia, talvez produto meu. Seguro-a pela mera ilusão de que esta me torne propenso ao estudo, obviamente em vão. E o violão, deitado na cama, dorme o sono que deveria ser meu. E eu vivo a noite que deveria ser dele. Que deveria ser nossa. Bossa. Bosta!

Mais uma noite em silêncio.
Mais uma noite de música.

sábado, 4 de setembro de 2010

Espelho.

Queria dizer-te que te amo.
Não és, porém, única. És um de meus muitos amores e, ainda assim, és muito de meu um amor.

Amo-te, que te dizer queria.
Amor, um meu, de muitos és, assim. Ainda, amores, muitos meus, de um serão. Única, porem, és. Não?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Minha preferida.

"Saudade é a presença de uma ausência."

Minha paixão a última vista.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Reflexões [3872891]

As pessoas sempre nos dizem para seguirmos nosso coração.

Eu me pergunto...

Qual dos pedaços?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Estetoscópio.

Não há silêncio, se há vida. São aquelas batidas, ocultas, que quebram a paz.

Quando por ventura juntamos em um mundo tantos vivos a bater: ritmados, fortes, arrítmicos, fracos, pulando batidas, parando, é de se esperar que seja complexo se encaixar, ajustar, ficar de pé.

Não se pode, porém, culpar o chão por isso, a Terra. Esta, justiça seja feita, tenta apenas acomodar seus filhos, cada qual de acordo com sua batida.



É o ouvido, do estetoscópio, o logaritmo.
Estou certo de que sua medida seja mais precisa.