As palavras cruzadas, incompletas, descansam ao lado da xícara de café, vazia.
A lapiseira que seguro parece envolvida por algum tipo de óleo que me agonia, talvez produto meu. Seguro-a pela mera ilusão de que esta me torne propenso ao estudo, obviamente em vão. E o violão, deitado na cama, dorme o sono que deveria ser meu. E eu vivo a noite que deveria ser dele. Que deveria ser nossa. Bossa. Bosta!
Mais uma noite em silêncio.
Mais uma noite de música.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Espelho.
Queria dizer-te que te amo.
Não és, porém, única. És um de meus muitos amores e, ainda assim, és muito de meu um amor.
Amo-te, que te dizer queria.
Amor, um meu, de muitos és, assim. Ainda, amores, muitos meus, de um serão. Única, porem, és. Não?
Não és, porém, única. És um de meus muitos amores e, ainda assim, és muito de meu um amor.
Amo-te, que te dizer queria.
Amor, um meu, de muitos és, assim. Ainda, amores, muitos meus, de um serão. Única, porem, és. Não?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Reflexões [3872891]
As pessoas sempre nos dizem para seguirmos nosso coração.
Eu me pergunto...
Qual dos pedaços?
Eu me pergunto...
Qual dos pedaços?
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Estetoscópio.
Não há silêncio, se há vida. São aquelas batidas, ocultas, que quebram a paz.
Quando por ventura juntamos em um mundo tantos vivos a bater: ritmados, fortes, arrítmicos, fracos, pulando batidas, parando, é de se esperar que seja complexo se encaixar, ajustar, ficar de pé.
Não se pode, porém, culpar o chão por isso, a Terra. Esta, justiça seja feita, tenta apenas acomodar seus filhos, cada qual de acordo com sua batida.
É o ouvido, do estetoscópio, o logaritmo.
Estou certo de que sua medida seja mais precisa.
Quando por ventura juntamos em um mundo tantos vivos a bater: ritmados, fortes, arrítmicos, fracos, pulando batidas, parando, é de se esperar que seja complexo se encaixar, ajustar, ficar de pé.
Não se pode, porém, culpar o chão por isso, a Terra. Esta, justiça seja feita, tenta apenas acomodar seus filhos, cada qual de acordo com sua batida.
É o ouvido, do estetoscópio, o logaritmo.
Estou certo de que sua medida seja mais precisa.
domingo, 8 de agosto de 2010
A verdade em todas minhas várias faces.
E o amor se fez de toda forma: informa, deforma, conforma, reforma, contra-reforma, sem forma.
.E se fez amor, por vez,
.E desfez a dor, talvez.
... Amor sem prazer. Sofrer sem fervor, ardor, sem fazer.
... Que dor, desprazer. Morrer sem tua cor, entender.
..... Adeus, simples assim.
....... Passa por cima. Destrói.
....... Só pra dar rima. Ou não.
......... Reconstrução. Do começo ao fim.
......... Reconstrução. Do fim recomeço.
.E se fez amor, por vez,
.E desfez a dor, talvez.
... Amor sem prazer. Sofrer sem fervor, ardor, sem fazer.
... Que dor, desprazer. Morrer sem tua cor, entender.
..... Adeus, simples assim.
....... Passa por cima. Destrói.
....... Só pra dar rima. Ou não.
......... Reconstrução. Do começo ao fim.
......... Reconstrução. Do fim recomeço.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Boa noite.
Cada lágrima que se segura, é uma despedida que se faz presente.
E cada linha que se escreve, conduz a linha que se desprende.
E cada linha que se escreve, conduz a linha que se desprende.
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