E o amor se fez de toda forma: informa, deforma, conforma, reforma, contra-reforma, sem forma.
.E se fez amor, por vez,
.E desfez a dor, talvez.
... Amor sem prazer. Sofrer sem fervor, ardor, sem fazer.
... Que dor, desprazer. Morrer sem tua cor, entender.
..... Adeus, simples assim.
....... Passa por cima. Destrói.
....... Só pra dar rima. Ou não.
......... Reconstrução. Do começo ao fim.
......... Reconstrução. Do fim recomeço.
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Boa noite.
Cada lágrima que se segura, é uma despedida que se faz presente.
E cada linha que se escreve, conduz a linha que se desprende.
E cada linha que se escreve, conduz a linha que se desprende.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dê mais, de mais, demais.
Descascar, desmantelar, derreter, repetir.
Desmentir, despedir, e pedir.
Remeter, desmedida fome de reter.
Diz mantê-la, diz manter lá.
Diz mentir, diz cansar,
descansar.
Desmentir, despedir, e pedir.
Remeter, desmedida fome de reter.
Diz mantê-la, diz manter lá.
Diz mentir, diz cansar,
descansar.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
"Oh, gravity! Thou art a heartless bitch!"
Era uma vez um asteróide.
Era uma mesma vez, um pequenino e belo planetinha, que atraiu esse asteróide para sua órbita.
O asteróide frio ficou quente.
O asteróide sem graça virou um belo meteoro flamejante.
O asteróide solitário ganhou uma bela companhia.
O asteróide que vagava perdido, ganhou um rumo a seguir.
O asteróide esqueceu que o planetóide o estava puxando pra baixo.
Era uma vez um asteróide.
Fim.
Era uma mesma vez, um pequenino e belo planetinha, que atraiu esse asteróide para sua órbita.
O asteróide frio ficou quente.
O asteróide sem graça virou um belo meteoro flamejante.
O asteróide solitário ganhou uma bela companhia.
O asteróide que vagava perdido, ganhou um rumo a seguir.
O asteróide esqueceu que o planetóide o estava puxando pra baixo.
Era uma vez um asteróide.
Fim.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Escrevam em meu túmulo.
Parecia fácil entender e, portanto, dava seu parecer. Favorável. É apenas um susto, ele vai viver.
Nem tudo que parece, entretanto, é, e horas depois, como carne de açougue, atiravam o corpo, gélido, sobre a mesa. Não havia sinais de lacerações, não encontravam marcas ou vestígios que entregassem a razão.
Perguntasse um forasteiro aos passantes, diriam que morrera de amores. Perguntassem a seus amigos, morrera da falta de um. Haveria até aqueles que suspeitariam da morte dada por ser amado pela metade. O coração, de forma discreta, discordava de todas as opostas suposições, intacto.
Em seu túmulo, a seguinte inscrição: morreu por amor.
E todos, cada qual a seu modo, entenderam.
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Nem tudo que parece, entretanto, é, e horas depois, como carne de açougue, atiravam o corpo, gélido, sobre a mesa. Não havia sinais de lacerações, não encontravam marcas ou vestígios que entregassem a razão.
Perguntasse um forasteiro aos passantes, diriam que morrera de amores. Perguntassem a seus amigos, morrera da falta de um. Haveria até aqueles que suspeitariam da morte dada por ser amado pela metade. O coração, de forma discreta, discordava de todas as opostas suposições, intacto.
Em seu túmulo, a seguinte inscrição: morreu por amor.
E todos, cada qual a seu modo, entenderam.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Afago
Ainda leio conto de fadas, ainda creio nas pessoas.
Ainda sabendo das más, vivo e busco pelas boas.
Ainda é legal querer, te quero.
Ainda estou por perto, te amo.
Ainda sem mistério, ainda de graça.
Ainda falo sério, ainda chamo àquela praça.
Ainda cedo são todas as horas.
Ainda que tarde ser toda, há hora.
Ainda peço que viver o hoje seja um dia saudade.
Ainda quero alguém pra me salvar do mal da idade.
Ainda passo dos quarenta, quem sabe... cê tenta?
Ainda corro, ainda espero, ainda quero.
Ainda indo.
Ainda que viver o hoje, seja em dia saudade, peço à noite que me traga a face.
Peço à face que me traz à face o sorriso, que me traga à noite. Que me trague esta noite. Que se entregue, pernoite.
Ainda sabendo das más, vivo e busco pelas boas.
Ainda é legal querer, te quero.
Ainda estou por perto, te amo.
Ainda sem mistério, ainda de graça.
Ainda falo sério, ainda chamo àquela praça.
Ainda cedo são todas as horas.
Ainda que tarde ser toda, há hora.
Ainda peço que viver o hoje seja um dia saudade.
Ainda quero alguém pra me salvar do mal da idade.
Ainda passo dos quarenta, quem sabe... cê tenta?
Ainda corro, ainda espero, ainda quero.
Ainda indo.
Ainda que viver o hoje, seja em dia saudade, peço à noite que me traga a face.
Peço à face que me traz à face o sorriso, que me traga à noite. Que me trague esta noite. Que se entregue, pernoite.
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